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O saneamento abrange as diversas maneiras de modificar as condições do meio ambiente para permitir ao homem manter e melhorar sua saúde, evitando doenças.
Deve-se entender o saneamento sob duas perspectivas:
Uma, o saneamento ambiental, que é a implantação de sistemas de abastecimento e tratamento de água, tratamento de esgoto, coleta de lixo e controle de vetores de doenças. O saneamento tem assim ligação direta com a saúde e o bem-estar da população. É reconhecido como um dos principais auxiliares da medicina preventiva e tem por objetivo maior promover condições ambientais necessárias à qualidade de vida e à proteção da saúde.
Outra, o saneamento domiciliar, que é o cuidado com a higiene da casa e das pessoas e envolve todas as medidas que proporcionem o bem-estar das famílias. Os indivíduos e suas famílias são diretamente responsáveis pelo saneamento domiciliar.
O saneamento deve atingir tudo que seja relacionado com a vida do homem: trabalho, habitação, alimentação, vestuário, descanso, meios de locomoção e comunicação e bem-estar de um modo geral.
O saneamento envolve:
Abastecimento de água – Saiba+
Esgotamento sanitário – Saiba+
Coleta do lixo – Saiba+
Drenagem urbana (coleta de águas de chuva)
Combate aos vetores transmissores de doenças (ratos, moscas, mosquitos e outros insetos)
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Controle de insetos e roedores |
Uma casa bem construída e mantida em bom estado de conservação e limpeza tem mais possibilidades de ficar livre da presença de parasitas.
a) Insetos
A colocação de telas nas portas e janelas pode ajudar a impedir a entrada de moscas e mosquitos, em casas situadas em regiões infestadas de insetos.
Deve-se enterrar o lixo em valas, jogar fora ou guardar garrafas e latas emborcadas ou qualquer outro recipiente que possa abrigar insetos. Deve-se, também, secar poças d’água, pois eles as utilizam para procriarem-se.
b) Roedores
As medidas de controle podem ser resumidas em três:
eliminação das fontes de alimentação dos roedores: proteção conveniente de alimentos e adequado destino do lixo;
eliminação dos locais de procriação e esconderijo: remoção de materiais que possam servir de abrigo aos roedores. Exemplo: caixotes, tábuas, canos, tijolos, pedras e outros. Se têm de ser guardados, deve-se conservá-los em estrados que estejam a pelo menos 40 cm do solo;
extinguir os roedores: uso de armadilhas (ratoeiras) ou iscas envenenadas. Ressaltando que é importante tomar-se todos o cuidado para que não ocorram acidentes com o homem e animais domésticos. |
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Importância |
Sistemas adequados de abastecimento de água trazem, como resultado, uma rápida e sensível melhoria da saúde e das condições de vida de uma comunidade, principalmente pelo controle e prevenção de doenças, promoção de hábitos higiênicos e da limpeza pública.
Assim, a conseqüência direta da implantação ou melhoria dos sistemas de abastecimento de água é a diminuição sensível no índice de doenças relacionadas com a água, além do aumento da vida média da população beneficiada e da diminuição da mortalidade, particularmente da mortalidade infantil. Esses efeitos benéficos se acentuam ainda com a implantação e a melhoria dos sistemas de coleta e tratamento de esgotos sanitários.
Como conseqüência indireta, ocorre também uma redução da incidência de doenças não-relacionadas com a água. Tal fato é fácil de ser entendido: o indivíduo afetado cronicamente por doenças intestinais ligadas à água tem suas defesas concentradas no intestino e fica suscetível de
contrair outras doenças decorrentes da fraqueza de seu organismo.
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Aspectos econômicos |
O saneamento pode ser encarado também pelo seu aspecto econômico. Sua implantação proporciona aumento sensível do número de horas de trabalho dos membros da comunidade e o conseqüente aumento da produção, pela diminuição da incidência de doenças. Outro aspecto é a grande capacidade que o saneamento tem de gerar empregos diretos e indiretos. O setor movimenta ainda grupos industriais envolvidos na produção dos equipamentos utilizados. Por outro lado, uma boa estrutura de saneamento é fundamental para a implantação de qualquer tipo de parque industrial, principalmente aqueles em que a água é matéria-prima – como a indústria de bebidas –, ou meio de operação – como a siderurgia. |
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Estudo da água |
Não há processo humano em que a água não tenha importância fundamental. Mais da metade do corpo humano constitui-se de água. Esta sai do corpo em forma de dejetos (urina, fezes e suor), que assim eliminam os produtos de que não mais necessitamos.
Para manter a quantidade suficiente de água no corpo, precisamos de líquidos. Estes podem ser obtidos de duas formas:
pela ingestão de água, leite, chá, café e outros líquidos;
pela ingestão de alimentos que contenham água.
Em nosso organismo, a água tem as seguintes funções:
levar substâncias nutritivas;
regular a temperatura do corpo;
auxiliar a digestão;
evitar a desidratação.
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Origem e distribuição da água |
A água é encontrada na natureza de três formas: em estado sólido, nas geleiras; em estado gasoso, como vapor de água, nas altas camadas atmosféricas; e em estado líquido, nas camadas superficiais e nas camadas subterrâneas do planeta.
As mudanças de estado que ocorrem com a água na natureza, envolvendo principalmente o estado líquido e o gasoso, formam o chamado ciclo da água. As águas dos rios, lagos e mares estão continuamente em evaporação, assim como a água proveniente da transpiração das plantas, processo que pode ser acelerado pela ação do sol (aquecimento). Os vapores então formados sobem à atmosfera e, em camadas altas, mais frias, condensam-se sob a forma de gotículas, constituindo as nuvens. Ao ocorrer grande diminuição da temperatura atmosférica (resfriamento), as gotículas das nuvens se juntam e formam gotas maiores, que caem sob a forma de chuva ou gelo (granizo), completando o ciclo.
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Na natureza, a contínua transformação de água líquida em vapor e de vapor em água líquida constitui o ciclo da água.
A água de chuva é de boa qualidade, quase pura, mas pode se tornar impura por carregar poeira, fumaça, gases que flutuam na atmosfera ou sujeira dos telhados. Por isso, não deve ser usada, pois não é potável e não apresenta sais minerais.
As águas dos rios e lagos - águas superficiais - são as mais utilizadas para o abastecimento
de populações, principalmente por serem mais encontradas. Qualitativamente, entretanto, são as
mais perigosas, porque as enxurradas lavam o solo, arrastando restos de matéria orgânica vegetal, animal e humana para os lagos e rios. Na maioria das vezes, se não sempre, são poluídas e/ou contaminadas. Mesmo que as suas características físicas e químicas sejam satisfatórias, a possibilidade de contaminação é tão grande que toda água de superfície é considerada contaminada e exige tratamento para ser usada.
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Pela ação da gravidade e graças à porosidade e à permeabilidade do solo, há infiltração de parte das águas atmosféricas e superficiais. A infiltração é detida quando a água alcança uma camada de solo impermeável, onde ela forma os lençóis subterrâneos. Como as camadas impermeáveis do solo se superpõem e a infiltração ocorre em toda a superfície da terra, formam-se diversos lençóis, também superpostos, separados por camadas impermeáveis. O primeiro é o lençol freático, os demais são os lençóis profundos. Essas águas são chamadas águas de subsolo.
A utilização dessas águas é comum, como suplemento, em grandes cidades ou no abastecimento de aglomerados menores, através da perfuração de poços profundos. Se houver infiltração boa no solo, essas águas se tornam de qualidade melhor que as de superfície. Do ponto de vista biológico, a filtração pelo solo é satisfatória e anula a contaminação da água. A exceção são as águas de terrenos fissurados, como os calcários, que penetram nas fendas e não sofrem filtração natural, necessitando, portanto, de tratamento antes do consumo. Com o perigo da contaminação, torna-se aconselhável a utilização de águas dos lençóis profundos que, além de mais puras, encontram-se em maior quantidade.
Em zonas rurais, é comum o aproveitamento de fontes, minas e cisternas para o abastecimento de uma ou mais moradias. Contrariando a crença popular, a água desses locais nem sempre é pura. A aparência cristalina não significa que ela seja de boa qualidade. Além de estar sujeita a poluição e contaminações causadas por insetos, animais e enxurradas e pela proximidade de fossas, a água pode provir de terreno fissurado, que impede a filtração do solo. Assim, antes de usar uma dessas fontes, convém que sejam feitas análises da água. As fontes cujas águas se apresentarem turvas após as chuvas devem ser consideradas suspeitas.
Em sua distribuição na Terra, a água é classificada em doce e salgada. A água salgada está presente nos oceanos, que cobrem cerca de 75% da superfície da terra, e representa 97,4% de
toda a água. Do total de água doce existente, 90% não se aproveita, pois grande parte corresponde às geleiras e o restante está representado por rios, lagos e lençóis subterrâneos.
A distribuição da água em estado líquido, em nosso planeta, mostra a absoluta preponderância da água salgada sobre a doce. A água dos mares e oceanos representa quase o total da água do planeta, enquanto a água doce não chega a 3%. Daí a importância da preservação e proteção dos mananciais.
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Potabilidade da água e suas alterações |
A água potável, aquela que pode ser consumida sem risco para a saúde, tem de atender a
determinados requisitos de natureza física, química e biológica.
Saiba + |
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Requisitos físicos da potabilidade |
Os requisitos físicos para que a água seja considerada potável são:
ser inodora, isto é, sem cheiro;
ser incolor, isto é, sem cor, quando em pequena quantidade, e azulada, quando em grande quantidade;
ter sabor indefinível, mas que permite distingui-la de qualquer outro líquido;
ser fresca, sensação que depende da temperatura ambiente.
Importante: alterações físicas da potabilidade da água podem ocorrer causadas pela poluição. Esta pode ser notada no cheiro, na limpeza, na cor ou no sabor da água:
as alterações de cheiro podem ser conseqüência da decomposição da matéria orgânica (isto é, animais ou plantas apodrecidas), lixo, esgoto, óleo queimado, carvão e detergentes
(como creolina) que caem na água;
a alteração na limpeza da água é chamada de turvação ou turbidez. Quando a água é turva,
pode conter argila, algas, matéria orgânica etc.;
as alterações na coloração da água têm diversas causas: quando a água se apresenta verde escura, ela pode conter excesso de matéria orgânica. Quando ela é leitosa (esbranquiçada) ou muito escura (cinzenta), pode conter restos industriais. A água tratada pode ainda, ao sair da torneira, apresentar coloração esbranquiçada, que nada mais é que o ar que ficou emulsionado na tubulação.
Isto pode acontecer, por exemplo, quando há uma paralisação no sistema de abastecimento de água. Ao abrir a torneira, o ar que ficou retido sob pressão expande, formando bolhas. Para que a água, nesse caso, volte à coloração normal, basta deixá-la em repouso por alguns segundos. |
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Requisitos químicos da potabilidade |
Para que a água seja potável do ponto de vista químico, ela necessita:
ser arejada, isto é, conter certa quantidade de oxigênio;
conter em pequena quantidade sais minerais, como cálcio e magnésio;
não conter nenhum sal tóxico.
Importante: alterações químicas da potabilidade podem ocorrer em razão de dois fatores:
presença de elementos estranhos ou tóxicos, como o arsênico, o chumbo, o cádmio e o mercúrio (metais pesados);
excesso ou ausência de cálcio ou magnésio, sais minerais que devem estar presentes em
pequena quantidade.
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Requisitos biológicos da potabilidade |
Biologicamente, a água não pode conter organismos patogênicos, ou seja, causadores de doenças. |
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Importante |
A alteração biológica da potabilidade da água, denominada de contaminação, é causada pela presença de agentes patogênicos vivos, isto é, vermes, bactérias etc. A água contaminada não é potável e, portanto, não deve ser usada.
Observação importante é que nem todas as águas são potáveis, mesmo que à primeira vista
pareçam puras. Por isso, deve-se ter muito cuidado com a água de cisternas, minas etc. A água
fornecida pela Águas de Paranaguá é tratada e preenche todos os requisitos de potabilidade.
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