Saiba+: Qualidade da Água
05/09/2010   
setembro   
 
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ADUTORA DE ÁGUA BRUTA
Tubulação que transporta a água desde a captação até a Estação de Tratamento (ETA).
ADUTORA DE ÁGUA TRATADA
Tubulação que transporta a água da ETA aos reservatórios de distribuição.
ÁGUA
Água - Composto químico constituído dois átomos de Hidrogênio e um de Oxigênio (H²O). É um líquido inodoro, insípido e incolor, essencial à vida. Água Bruta - água superficial ou subterrânea captada para ser submetida a processo de tratamento. Água Subterrânea - são águas existentes logo abaixo da superfície do solo (lençóis freáticos) ou confinadas em camadas impermeáveis da crosta terrestre. Água Superficial - água que corre na superfície dos terrenos, tais como: rio, córrego, ribeirão, lago, lagoa, açude, represa etc. Água Tratada - água submetida a processo de tratamento visando torná-la própria para o consumo humano ou para determinados processos industriais. Água Potável - água submetida a processo de tratamento visando torná-la propria para o consumo humano, atendendo ao padrão de qualidade determinado pelo Ministério da Saúde (Portaria 518 de 25/03/2004) Água Mineral - é a água que ao percorrer camadas soluveis do solo da crosta terrestre, carrega consigo determinados minerais (enxofre, potássio, calcio, sódio, alumínio, ferro, etc.), possuindo propriedades terapêuticas dependendo do teor destes minerais.
ANÁLISE FÍSICO-ORGANOLÉPTICA
Tipo de análise da água tratada que identifica a temperatura, dureza, turbidez, cor, sabor e odor da água.
AQÜÍFERO
Unidade geológica (rochas porosas, rochas fraturadas, materiais inconsolidados) suficientemente permeáveis para permitir a circulação, armazenamento e extração de água subterrânea, através de técnicas convencionais. Os aqüíferos possuem uma grande capacidade de armazenamento de água, mas transmitem essa água de forma lenta.
ATERRO CONTROLADO
Local utilizado para despejo do lixo coletado, em bruto, com cuidado de, após a jornada de trabalho, cobri-lo com uma camada de terra, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais.
ATERRO DE RESÍDUOS ESPECIAIS
Consiste na utilização de métodos de engenharia para confinar os resíduos especiais em uma área, a menor possível, reduzi-los a um volume mínimo e cobri-los com uma camada de terra diariamente, ao final de cada jornada ou em períodos mais freqüentes.
ATERRO SANITÁRIO
Técnica de disposição do lixo, fundamentado em critérios de engenharia e normas operacionais específicas, que permite o confinamento seguro em termos de controle da poluição ambiental e proteção à saúde pública.
ATMOSFERA
Camada de ar ao redor da Terra que mantém e protege a vida terrestre, composta quase na totalidade por oxigênio e nitrogênio.
BACIA HIDROGRÁFICA
Toda a área drenada por um determinado curso d’água e seus tributários, delimitada pelos pontos mais altos do relevo. Esses pontos mais altos são chamados de divisores de águas.
BIODEGRADÁVEL
Nome dado aos materiais que podem ser decompostos pela ação de microorganismos do solo, da água e do ar.
BIODIVERSIDADE
Termo que se refere à variedade de genótipos, espécies, populações, comunidades, ecossistemas e processos ecológicos existentes em uma determinada região. Pode ser medida em diferentes níveis: genes, espécies, níveis taxonômicos mais altos, comunidades e processos biológicos, ecossistemas, biomas, e em diferentes escalas temporais e espaciais.
BIOMA
Estruturas ecológicas com fisionomias distintas de solo e clima, e com estruturas florestais e de fauna características, que se distribuem ao longo de um território.
BIOMASSA
Massa de material biológico presente em uma planta, um animal, uma comunidade de seres vivos ou uma determinada área.
CADEIA ALIMENTAR
Seqüência ou cadeia de organismos em uma comunidade, na qual cada membro se alimenta do membro inferior. Por exemplo: Os vegetais alimentam os herbívoros que, por seu turno, servem de alimento para os carnívoros.
CAMADA DE OZÔNIO
Capa protetora na atmosfera exterior, encontrada entre 10 Km e 25 Km de altura, responsável pela absorção de grande quantidade da radiação ultravioleta indesejável proveniente do Sol. Também se chama “ozônio estratosférico” e “ozônio bom”. Esta radiação em grande quantidade é letal para os vegetais e microorganismos.
CANALIZAÇÃO INTERNA
Rede de água interna de um domicílio para servir a um ou mais cômodos.
CAPTAÇÃO DE ÁGUA
Local de tomada de água do manancial, compreendendo a primeira unidade do sistema de abastecimento.
CHORUME
Líquido resultante do processo de degradação dos resíduos sólidos somado à água de constituição e à água de chuva.
CICLO HIDROLÓGICO
O processo da circulação das águas da Terra, que inclui os fenômenos de evaporação, precipitação, transporte, escoamento superficial, infiltração, retenção e percolação, ou seja, é um mecanismo de transferência contínua da água existente na Terra, nos oceanos e nos continentes para a atmosfera em forma de vapor e desta, novamente, para a superfície terrestre em forma de precipitação (chuva, neve etc.). As precipitações que atingem os continentes infiltramse no solo ou escoam superficialmente e, nesses caminhos, formam rios, lagos e reservas subterrâneas. Posteriormente as águas retornam aos mares por meio dos rios. O processo também é conhecido como ciclo da água.
COLETA DE LIXO
Consiste na coleta do material sólido resultante das atividades domiciliares, comerciais, públicas, industriais, de saúde, etc., o qual é destinado a aterros sanitários ou industriais.
COLETA SELETIVA
Consiste na separação e acondicionamento de materiais recicláveis, em sacos ou recipientes, nos locais onde o lixo é produzido, objetivando inicialmente separar os resíduos orgânicos (restos de alimentos, cascas de frutas, legumes etc.) dos resíduos inorgânicos (papel, papelão, vidros, plásticos, ferro etc.). Esta prática facilita a reciclagem porque os materiais estarão mais limpos e, conseqüentemente, com maior potencial de reaproveitamento e comercialização.
CONAMA
O Conselho Nacional do Meio Ambiente é o órgão consultivo e deliberativo do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA, instituído pela Lei 6938, de 31 de agosto de 1981, com a finalidade de assessorar, estudar e propor ao Conselho de Governo diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais e deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida.
CONTAMINAÇÃO
Introdução, no meio, de elementos em concentrações nocivas à saúde humana, tais como organismos patogênicos, substâncias tóxicas ou radioativas.
CORPO D´ÁGUA
Denominação genérica para qualquer manancial hídrico; curso d’água, trecho de rio, reservatório artificial ou natural, lago, lagoa ou aqüífero subterrâneo.
CORPO RECEPTOR
Qualquer corpo d'água, onde é lançado o esgoto sanitário tratado.
DECOMPOSIÇÃO
Transformação de um material complexo em substâncias mais simples, por meios químicos ou biológicos.
DEJETO
Denominação genérica para qualquer tipo de produto residual, restos, resíduos ou lixo, procedente da indústria, do comércio, do campo ou dos domicílios. Dejetos inorgânicos – resíduos de origem inorgânica, como metal, vidro, plásticos etc.. Dejetos orgânicos – Materiais provenientes de seres vivos, restos de vegetais, comida etc..
DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)
Gás incolor com sabor fracamente ácido e cheiro levemente irritante. Ocorre na atmosfera e forma-se por oxidação do carbono e dos compostos do carbono. Forma-se também nos tecidos pela oxidação do carbono, sendo em seguida eliminado pelos pulmões. Em geral não é danoso para a saúde do homem em concentrações normais e é indispensável para a fotossíntese. No entanto, sua presença crescente na atmosfera, provocada pela queima de combustíveis fósseis e biomassa, contribui para o aumento da temperatura média da Terra, já que é um gás de efeito estufa.
DRENAGEM SUBTERRÂNEA URBANA
Sistema constituído por dispositivos de captação tais como bocas-de-lobo, ralos, caixas com grelhas etc., encaminhando as águas aos poços de visita e daí às galerias/tubulações e que tem como deságüe corpos receptores tais como rios, córregos etc.
DRENAGEM SUPERFICIAL URBANA
Sistema constituído por guias, sarjetas, calhas etc. que interceptam as águas provenientes das chuvas e que tem como deságüe corpos receptores tais como rios, córregos etc., e pode, também, estar ligado às galerias/tubulações de um sistema de drenagem subterrâneo.
DRENAGEM URBANA OU DRENAGEM PLUVIAL
Consiste no controle do escoamento das águas de chuva, para evitar os seus efeitos adversos, que podem representar sérios prejuízos à saúde, segurança e bem estar da sociedade. Em via de regra, esses efeitos se manifestam de quatro formas: empoçamentos, inundações, erosões e assoreamentos.
ECOSSISTEMA
Unidade que, abrangendo o conjunto de seres vivos e todos os elementos que compõem determinado meio ambiente, é considerada um sistema funcional de relações interdependentes no qual ocorre uma constante reciclagem de matéria e um constante fluxo de energia.
EFLUENTE
Descarga de poluentes no meio ambiente, parcial ou completamente tratada ou em seu estado natural. Pode ser líquido ou gasoso.
ELEVATÓRIA
Estação do sistema de esgotamento sanitário, na qual o esgoto é elevado por meio de bombas para tubulação ou a outra unidade do sistema em nível superior
EMISSÁRIO DE ESGOTO
Tubulação que intercepta os esgotos provenientes de redes coletoras e de interceptores, conduzindo-os a uma Estação de Tratamento de Esgotos - ETE.
EROSÃO
Desgaste, dissolução ou remoção do solo ou rochas, principalmente por ação de agentes intempéricos (chuvas, ventos, degelo etc.). O processo natural de erosão pode se acelerar, direta ou indiretamente, pela ação humana. A remoção da cobertura vegetal e a destruição da flora pelo efeito da emissão de poluentes em altas concentrações na atmosfera são exemplos de fatores que provocam erosão ou aceleram o processo erosivo natural.
ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Conjunto de obras e instalações destinadas à coleta, transporte, afastamento, tratamento e disposição final das águas residuárias da comunidade, de uma forma adequada do ponto de vista sanitário.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA (ETA)
É o conjunto de instalações e equipamentos destinados a realizar o tratamento da água bruta tornando-a potável. Compõe-se basicamente de floculadores, decantadores, filtros, unidades para correção de pH, desinfecção (cloração) e fluoretação, além de casa de química e laboratório.
ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTO - ETE
Conjunto de instalações e equipamentos destinados a tratar os esgotos de uma população, tornando-o próprio para ser lançado em corpos de água. Constitui-se basicamente de gradeamento, desarenação, reator (tanque de aeração ou similar), decantador (dependendo do processo) e de unidade de tratamento de lodo resultante do processo de tratamento.
EUTROFIZAÇÃO
(do grego: eu = bom, troph = alimento) – Aumento excessivo de nutrientes na água, especialmente fósforo e nitrogênio, que ocasiona um crescimento exagerado de algas e bactérias e uma forte redução do nível de oxigênio da água. Conseqüentemente, a baixa concentração de oxigênio pode levar à morte de outros seres aquáticos, como, por exemplo, os peixes.
FILTRO BIOLÓGICO
Sistema de tratamento no qual o esgoto passa por um leito filtrante aerado naturalmente (geralmente pedras), o qual se recobre de microorganismos, acelerando o processo de digestão da matéria orgânica.
FOSSA SÉPTICA
Tanque cilindrico ou retangular no qual o material sólido do esgoto sanitário é decantado para sofrer a ação dos microorganismos, e a parte líquida é infiltrada no solo ou conduzida a um corpo d´água. FOSSA NEGRA - É uma fossa séptica, uma escavação sem revestimento interno onde os dejetos caem no terreno, parte se infiltrando e parte sendo decomposta na superfície de fundo. Não existe nenhum deflúvio. São dispositivos perigosos que só devem ser empregados em último caso. FOSSA SECA - São escavações, cujas paredes são revestidas de tábuas não aparelhadas com o fundo em terreno natural e cobertas na altura do piso por uma laje onde é instalado um vaso sanitário.
GÁS CARBÔNICO
Veja Dióxido de Carbono.
HIDRÔMETRO
Aparelho para medição da quantidade de água fornecida em um imóvel.
INFRA-ESTRUTURA URBANA
Conjunto de obras que constituem os suportes do funcionamento das cidades e que possibilitam o uso urbano do solo, isto é, o conjunto de redes básicas de condução e distribuição, rede viária, água potável, redes de esgotamento, energia elétrica, gás, telefone, entre outras, que viabilizam a mobilidade das pessoas, o abastecimento e a descarga, a dotação de combustíveis básicos, a condução das águas, a drenagem e a retirada dos despejos urbanos.
INTERCEPTOR DE ESGOTO
Tubulação destinada a interceptar os esgotos das redes coletoras, conduzindo-os a um emissário.
LAGOA AERADA
Lagoa de tratamento de água residuária, em que a aeração mecânica ou por ar difuso é usada para suprir a maior parte do oxigênio necessário à ação dos microorganismos sobre o esgoto.
LAGOA AERÓBIA
Sistema de tratamento biológico em que a estabilização da matéria orgânica ocorre quando existe equilíbrio entre a oxidação e a fotossíntese, para garantir condições aeróbias em todo o meio.
LAGOA ANAERÓBIA
Sistema de tratamento biológico em que a estabilização da matéria orgânica é realizada predominantemente por processos de fermentação anaeróbia, imediatamente abaixo da superfície, não existindo oxigênio dissolvido.
LAGOA FACULTATIVA
Sistema de tratamento biológico em que a estabilização da matéria orgânica ocorre em duas camadas, sendo a superior aeróbia e a inferior anaeróbia, simultaneamente.
LIGAÇÃO
Ramal predial conectado à rede de distribuição de água ou à rede coletora de esgoto. Pode estar ativa ou inativa.
LIMPEZA URBANA
Consiste na limpeza de vias e logradouros públicos, pavimentados (varredura manual ou mecânica, ou lavagem); não pavimentados (capinação, raspagem da terra e/ou roçagem); além de limpeza de monumentos, lavagem de ruas, retirada de faixas e cartazes, e limpeza de bueiros.
LIXÃO
Forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, sem nenhum critério técnico, caracterizado pela descarga do lixo diretamente sobre o solo, sem qualquer tratamento prévio, colocando em risco o meio ambiente e a saúde pública.
LIXO
LIXO COMUM OU RESÍDUO COMUM – É o lixo produzido nos Estabelecimentos Assistenciais de Saúde com características similares às do lixo domiciliar, que não apresentem nem possam apresentar riscos potenciais à saúde pública ou ao meio ambiente. Este tipo de lixo corresponde ao Grupo D do CONAMA 283/01. LIXO DOMICILIAR - Lixo gerado nas residências em geral, composto basicamente de restosde alimentos, embalagens e outros resíduos domésticos. Também é conhecido como Lixo Domiciliar Ordinário. LIXO DOMICILIAR EXTRAORDINÁRIO OU LIXO EXTRAORDINÁRIO OU LIXO COMUM EXTRAORDINÁRIO – É o Lixo Comum produzido em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde, cuja produção seja superior ao volume diário de 120 (cento e vinte) litros ou 60 (sessenta) quilogramas. Este tipo de lixo corresponde ao Grupo D do CONAMA 283/01. LIXO INFECTANTE OU RESÍDUO INFECTANTE – É o lixo resultante de atividades médico-assistenciais e de pesquisa produzido nos estabelecimentos assistenciais de saúde humana ou animal, composto por materiais biológicos ou pérfuro-cortantes contaminados por agentes patogênicos, que apresentem ou possam apresentar riscos potenciais à saúde pública ou ao meio ambiente. Este tipo de lixo corresponde ao Grupo A do CONAMA 283/01. LIXO PÚBLICO - Originado dos serviços de: limpeza urbana, incluindo todos os resíduos de varrição das vias públicas, limpeza das praias, de galerias, de córregos de terrenos, restos de podas de árvores, etc.; limpeza de áreas de feiras livres constituídas por restos vegetais diversos, embalagens, etc. LIXO QUÍMICO – É o lixo resultante de atividades médico-assistenciais e de pesquisa produzido nos estabelecimentos assistenciais de saúde humana ou animal, notadamente medicamentos vencidos ou contaminados ou interditados ou não utilizados, e materiais químicos com características tóxicas ou corrosivas ou cancerígenas ou inflamáveis ou explosivas ou mutagênicas, que apresentem ou possam apresentar riscos potenciais à saúde pública ou ao meio ambiente. Este tipo de lixo corresponde ao Grupo B do CONAMA 283/01. LIXO RADIOATIVO – É o lixo composto ou contaminado por substâncias radioativas. Este tipo de lixo corresponde ao Grupo C do CONAMA 283/01.
LODO ATIVADO
Sistema de tratamento no qual os flocos de lodo recirculam com alta concentração de bactérias, acelerando o processo de digestão da matéria orgânica.
MACRO/MESODRENAGEM
Esses sistemas compreendem basicamente os principais canais de veiculação das vazões, recebendo ao longo de seu percurso as contribuições laterais e a rede primária urbana provenientes da microdrenagem. Para efeito de quantificação desses tipos de dispositivo, considerou-se como macro e mesodrenagem os cursos d'água, galerias tubulares com dimensões iguais ou superiores a 1,20 metros de diâmetro, e as galerias celulares cuja área da seção transversal seja igual ou superior a 1,00 m2.
MACROMEDIDOR
Equipamento utilizado para medir grandes vazões, nível e pressão da água.
MANANCIAL
Qualquer corpo d’água, superficial ou subterrâneo, utilizado para abastecimento humano, industrial, animal ou irrigação.
MEIO AMBIENTE
O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. 1. conjunto de elementos abióticos (energia solar, solo, água e ar) e bióticos (organismos vivos) que integram a fina camada da Terra chamada biosfera, sustentáculo e lar dos seres vivos.
METAIS PESADOS
São metais com densidade superior a 5 g/cm3, tais como: mercúrio, cobre, cádmio, chumbo, zinco, cromo e níquel. Estes elementos, se presentes na água ou no ar em elevadas concentrações, podem retardar ou inibir os processos biológicos ou se tornarem tóxicos aos organismos vivos. Em geral, não são biodegradáveis e fazem parte da composição de muitos pesticidas, agrotóticos, tintas, vernizes etc Dois outros elementos não metálicos são também incluídos no grupo: o arsênio e o selênio. Embora o alumínio não seja um metal pesado, também é tóxico.
METANO (CH4)
Hidrocarboneto gasoso incolor, cuja molécula é constituída por um átomo de carbono e quatro de hidrogênio (CH4).Estes hidrocarbonetos podem estar presentes em reservas geológicas como nas minas de carvão e na composição do gás natural. É um dos principais gases de efeito estufa. Pode ser gerado também pela decomposição anaeróbica de compostos orgânicos, como em aterros sanitários. O cultivo de arroz irrigado por inundação é uma das principais fontes antrópicas (provocadas pelo homem) globais do metano.
MICRODRENAGEM
É definido pelo sistema de condutos pluviais ao nível de loteamento ou de rede primária urbana que constituem o elo de ligação entre os dispositivos de drenagem superficial e os de meso e macrodrenagem, coletando e conduzindo as contribuições provenientes das bocas-de-lobo ou caixas coletoras. Para efeito de quantificação deste tipo de dispositivo, considerou-se como microdrenagem as galerias tubulares com dimensões iguais ou superiores a 0,30 metros de diâmetro e inferiores a 1,20 metros de diâmetro, e as galerias celulares cuja área da seção transversal seja inferior a 1,00 m2.
MONÓXIDO DE CARBONO (CO)
Gás incolor, inodoro e altamente tóxico, originalmente inexistente na atmosfera. Resulta da queima incompleta de combustíveis.
NUTRIENTES
Elementos ou compostos essenciais ao desenvolvimento e manutenção dos processos vitais dos organismos. Exemplo: carbono, oxigênio, nitrogênio e fósforo.
OZÔNIO
Gás azulado, instável, constituído por três átomos de oxigênio (O3 ). Na Terra, o ozônio é formado pela reação do oxigênio com os poluentes do ar urbano, quando expostos à luz solar. Também conhecido como “smog” fotoquímico, o ozônio é um severo irritante respiratório.
pH OU POTENCIAL HIDROGENIÔNICO
Indica a concentração de íons de hidrogênio em uma solução. É um parâmetro que serve para medir ou expressar a acidez ou a alcalinidade. O pH admite valores entre 0 e 14, sendo 7 o seu ponto neutro. Valores entre 0 e 7 significam que a substância é ácida e de 7 a 14, que é alcalina. A maior parte dos processos vitais se desdobram em um pH neutro. Na água potável distribuída pela rede de abastecimento, o pH deve ficar entre 6,0 e 9,5. Para manter essa faixa, as estações de tratamento adicionam cal à água distribuída à população, para deixá-la mais alcalina.
POÇO
Poço profundo (ou artesiano) - são perfurações no solo construídas para captar as águas confinadas nas camadas impermeáveis da crosta terrestre. Poço raso (freático) - são perfurações no solo construídas para captar as águas dos chamados lençóis freáticos, ou seja, a água que se encontra acima da primeira camada impermeável do solo.
RAVINAMENTO (voçoroca)
Processo erosivo semi-superficial de massa, face ao fenômeno global da erosão superficial e ao desmonte de maciços de solo dos taludes, ao longo dos fundos dos vales, ou de sulcos realizados no terreno. O processo de ravinamento pode levar à destruição de edificações e obras públicas.
REATOR ANAERÓBIO
Sistema de tratamento fechado onde se processa a digestão do esgoto, sem a presença de oxigênio.
RECICLAGEM
Retorno ao sistema de produção de materiais descartados (papel, vidro, latas etc.) ou restantes de processos produtivos e de consumo, para destiná-los à fabricação de novos bens, com o objetivo de economizar recursos e energia.
REDE GERAL DE DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA
É constituída de um conjunto de tubulações interligadas, instaladas ao longo das vias públicas ou nos passeios, junto às unidades ou prédios, conduzindo a água aos pontos de consumo (moradias, escolas, hospitais etc.).
REDE GERAL DE ESGOTO
A canalização das águas servidas e dos dejetos provenientes do banheiro ou sanitário é ligada a um sistema de coleta que os conduzia a um desaguadouro geral da área, região ou município, mesmo que o sistema não disponha de estação de tratamento da matéria esgotada.
REDE SEPARADORA
Coletores para transportar esgotos sanitários, separadamente das galerias de águas pluviais.
REDE UNITÁRIA
Coletores de águas de chuva ou galerias pluviais que também são utilizados para transportar o esgoto sanitário.
SALINIZAÇÃO
Acumulação de sais solúveis no solo ou na água, por processos naturais ou provocados pelos seres humanos, que pode tornar esses solos ou águas inadequados para o uso a que se destinam.
SANEAMENTO
O controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem efeito deletério sobre seu bem-estar físico, mental ou social. Abrange o abastecimento de água, o esgotamento sanitário, a drenagem urbana, a coleta do lixo e o controle de vetores de doenças (ratos, mosquitos, etc.)
SANEAMENTO AMBIENTAL
O conjunto de ações, serviços e obras que têm por objetivo alcançar níveis crescentes de salubridade ambiental, por meio do abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos líquidos, sólidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária do uso e ocupação do solo, drenagem urbana, controle de vetores de doenças transmissíveis e demais serviços e obras especializados.
SANEAMENTO BÁSICO
É a solução dos problemas relacionados estritamente com abastecimento de água e disposição dos esgotos de uma comunidade.
SAÚDE PÚBLICA
É a ciência e a arte de prevenir as doenças, prolongar a vida e promover a saúde e a eficiência física e mental, através dos esforços organizados da comunidade, visando ao saneamento do meio, ao controle das infecções na comunidade, a educação dos indivíduos nos princípios da higiene pessoal, a organização de serviços médicos e de enfermagem para o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo das doenças, e ao desenvolvimento da máquina social que garantirá, para cada indivíduo da comunidade, um padrão de vida adequado à manutenção da saúde
SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
Conjunto de canalizações reservatórios e estações elevatórias destinado ao abastecimento de água.
SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO
Designa coletivamente todas as unidades necessárias ao funcionamento de um sistema de coleta, transporte, tratamento e disposição final dos esgotos de uma área ou de uma comunidade
SISTEMA SEPARADOR ABSOLUTO DE ESGOTO
É aquele em que as águas residuárias são coletadas, na rede de esgotos, separadamente das águas pluviais.
SISTEMA UNITÁRIO DE ESGOTO
É aquele em que as águas residuárias são coletadas juntamente com as águas pluviais; as galerias de águas pluviais fazem parte deste sistema.
TRATAMENTO
Processo artificial de depuração e remoção das impurezas, substâncias e compostos químicos de água captada dos cursos naturais, de modo a torná-la própria ao consumo humano, ou de qualquer tipo de efluente liquido, de modo a adequar sua qualidade para a disposição final. TRATAMENTO AERÓBIO - O mesmo que tratamento por oxidação biológica, em presença de oxigênio. TRATAMENTO ANAERÓBIO - Estabilização de resíduos feita pela ação de microorganismos, na ausência de ar ou oxigênio elementar. Refere-se normalmente ao tratamento por fermentação mecânica. TRATAMENTO BIOLÓGICO - Forma de tratamento de água residuária na qual a ação de microorganismos é intensificada para estabilizar e oxidar a matéria orgânica.
TRATAMENTO DE ÁGUA
É o conjunto de ações destinadas a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade.
TRATAMENTO DE ESGOTO
Combinação de processos físicos, químicos e biológicos com o objetivo e reduzir a carga orgânica existente no esgoto sanitário antes de seu lançamento em corpos d.água, como: filtro biológico; lodo ativado; reator anaeróbio; valo de oxidação; lagoa anaeróbia; lagoa aeróbia; lagoa aerada; lagoa facultativa; lagoa mista; lagoa de maturação; fossa séptica de sistema condominial.
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
Denominam-se coletivamente Unidades de Conservação as áreas naturais protegidas e "Sítios Ecológicos de Relevância Cultural, criadas pelo Poder Público: Parques, Florestas, Parques de Caça, Reservas Biológicas, Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental, Reservas Ecológicas e Áreas de Relevante Interesse Ecológico, nacionais, estaduais ou municipais, os Monumentos Naturais, os Jardins Botânicos, os Jardins Zoológicos, os Hortos Florestais ". (Resolução nº O11, de 03.12.87, do CONAMA).
USINA DE COMPOSTAGEM
Instalação especializada onde se processa a transformação de resíduos orgânicos presentes no lixo, em composto para uso agrícola.
USINA DE INCINERAÇÃO
Instalações especializadas onde se processa a queima controlada do lixo, entre 800 a 1.200ºC, com a finalidade de transformá-lo em matéria estável e inofensivo à saúde pública reduzindo seu peso e volume, e que pode ser feito em forno especialmente projetado para tal.
USINA DE RECICLAGEM
Instalação apropriada para separação e recuperação de materiais usados e descartados presentes no lixo e que podem ser transformados e reutilizados.
USO SUSTENTÁVEL
Exploração do ambiente de maneira a garantir a perenidade dos recursos ambientais renováveis e dos processos ecológicos, mantendo a biodiversidade e os demais atributos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.
USOS DO SOLO
Diferentes formas de uso do território, resultante de processos de ocupação expontânea ou de processos de planejamento geridos pelo Poder Público. Os usos do solo podem se classificar de distintas maneiras e graus de detalhamento, de acordo com as exigências técnicas dos estudos que se estejam realizando, ou dos objetivos do processo de planejamento. A partir das classes de uso rural e urbano, estas podem ser subdivididas de modo a abranger as demais formas de ocupação (por exemplo, uso institucional, industrial, residencial, agrícola, pecuário, de preservação permanente).
USOS MÚLTIPLOS
Nos processos de planejamento e gestão ambiental, a expressão usos múltiplos refere-se à utilização simultânea de um ou mais recursos ambientais por várias atividades humanas. Por exemplo, na gestão de bacias hidrográficas, os usos múltiplos da água (geração de energia, irrigação, abastecimento público, pesca, recreação e outros) devem ser considerados, com vistas à conservação da qualidade deste recurso, de modo a atender às diferentes demandas de utilização.
VALO DE OXIDAÇÃO
Reator biológico aeróbio de formato característico, que pode ser utilizado para qualquer variante do processo de lodos ativados ou comporte um reator em mistura completa.
VAZADOURO A CÉU ABERTO (LIXÃO)
Disposição final do lixo pelo seu lançamento, em bruto, sobre o terreno sem qualquer cuidado ou técnica especial - falta de medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública (locais de lançamentos descontrolados).
VAZADOURO EM ÁREAS ALAGADAS
Disposição final do lixo pelo seu lançamento, em bruto, em corpos d'água.
ZONEAMENTO
Legislação urbanística que estabelece as modalidades, a intensidade e a localização dos usos do solo e das atividades permitidas no Município do Rio de Janeiro. ZONEAMENTO AMBIENTAL - é a integração sistemática e interdisciplinar da análise ambiental ao planejamento dos usos do solo, com o objetivo de definir a melhor gestão dos recursos ambientais identificados". O zoneamento ambiental foi declarado como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (inciso II, artigo 9º, Lei nº 6.938, de 31.08.81). O zoneamento ambiental tem sido utilizado como parte dos planos diretores de manejo das áreas de proteção ambiental, criadas a partir de 1981. ZONEAMENTO ECOLÓGICO-ECONÔMICO - Expressão criada em 1990, quando foi instituído por decreto o grupo de trabalho encarregado de examinar o zoneamento ecológico-econômico da Amazônia Legal, realizado por iniciativa do Programa Nossa Natureza, em 1988.
 
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