A partir do descobrimento do Brasil, a grande esperança dos aventureiros e das expedições era encontrar ricas jazidas de minérios, principalmente ouro. Passaram a percorrer o território selvagem e a região paranaense não ficou de fora, já que havia informações sobre a presença de jazidas auríferas a partir de Cananéia. Dentre as regiões onde primeiro apareceram notícias de minas de ouro e que mais esperanças de grande êxito despertaram foi Paranaguá. Os seus primeiros moradores chegaram naquela região por volta de 1550, estabelecendo-se na Ilha da Cotinga.
Em 1640 aportou em Paranaguá Gabriel de Lara, investido da função de Governador Militar da povoação e em 1648 passou a ser designada Vila de Nossa Senhora do Rocio de Paranaguá.. Em 1660 foi elevada à categoria de Capitania e em 1724, de Ouvidoria, a ela pertencendo as vilas de Iguape, Cananéia, São Francisco, Nossa Senhora do Desterro (Florianópolis), Laguna e Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba. Em 1842 passou à condição de Cidade.
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Fonte da Gamboa |
Muito antes dos “brancos” chegarem a Paranaguá, os índios Carijós se utilizavam de um olho d´água (“camboa” ou “água boa” na língua Carijó) que, depois de receber benfeitorias em 1648, passou a chamar-se Fonte de Cima, hoje conhecida como Fonte Velha ou Fontinha, que é a mais antiga construção de Paranaguá e a s índios Carijós se
utilizavam de um
olho d´água: camboa mais antiga obra de abastecimento de água do Paraná. Por volta de 1850 a população parnanguara começou a sentir necessidade da realização de obras de infra-estrutura urbana, entre elas a de abastecimento de água, pois quem não quisesse ir buscar água nos olhos d´água tinham que servir-se dos “pipeiros” ou “aguadeiros” profissionais que transportavam água em barris deitados em carroças ou presos no lombo de burricos.
Em 1859 foi construído um chafariz com duas grandes torneiras de cobre em frente ao mercado (de então) e em 23 de janeiro de 1866 houve a inauguração e entregas das mesmas à servidão pública.
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Munhoz da Rocha
*1916 †1917 |
Em outubro de 1908 o prefeito Caetano Munhoz da Rocha, assinou a Lei 147 autorizando o Poder Executivo a realizar concorrência para realizar serviços de abastecimento de água e rede de esgotos em Paranaguá e em 27 de maio de 1909 foi assinado contrato entre a Prefeitura Municipal e os engenheiros Conrado Erichsen e Augusto Ramos para construção e exploração dos serviços.
A 31 de janeiro de 1910 aquele contrato foi transferido para a Empresa de Melhoramentos Urbanos de Paranaguá. Posteriormente, esta empresa desistiu do serviço de esgotos, ficando somente com o de água. A 18 de janeiro de 1914, foi inaugurado o sistema de água e a 15 de novembro o de esgotos, construído pela Prefeitura (ruínas dos prédios então construídos para abrigar as instalações ainda existem em terreno próximo ao Canal do Chumbo.
Devido a dificuldades financeiras, posteriormente a Prefeitura propôs a transferência dos serviços de água, esgotos, luz e força para o Estado, cujos entendimentos foram confirmados pelos Decretos estadual 9.256, de 24 de novembro de 1939, municipal 35, de 25 de novembro de 1939 e escritura pública de 19 de março de 1940. Em 28 de agosto de 1941 o Estado adquiriu da Empresa de Melhoramentos Urbanos de Paranaguá o serviço de abastecimentos de água.
Em 15 de janeiro de 1965 foi sancionada a Lei Municipal 576, autorizando o Poder Executivo a constituir uma sociedade por ações, destinada a instalar e explorar os serviços municipais de água e esgotos. Foi então criada a Cagepar. Com a Lei Estadual 5.244, de 4 de janeiro de 1966, o Estado foi autorizado a doar aos municípios o acervo patrimonial do DAE (Departamento de Águas e Esgotos) existente nas cidades operadas por autarquias.
Nasce a Águas de Paranaguá. Em maio de 1997 através da LEI MUNICIPAL 2000 de 05/06/97 houve a subconcessão dos serviços de água e esgoto para a ÁGUAS DE PARANAGUÁ S/A. Desde então, melhorias, ampliações e modernizações vêm sendo implementadas para melhorar a qualidade de vida em Paranaguá. Saiba +
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